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Muito se tem falado sobre energias renováveis e sobre a eficiência energética das nossas habitações. Podemos dotar a nossa casa de todo o tipo de equipamentos eficientes e isso ajuda com certeza a equilibrar a nossa factura energética. No entanto, a sustentabilidade da sua casa passa, inicialmente, pela sua construção.

Um edifício eficiente e sustentável é desenvolvido, em todas as suas fases, dando resposta às necessidades programáticas, adaptado às características ambientais locais, energeticamente eficiente e alcançando facilmente os níveis de conforto com um baixo consumo de energia.

É fundamental que se adapte o edifício às características ambientais locais, sendo que o sol é um dos elementos a considerar já que esta é a principal fonte de energia – térmicos e de iluminação. O sol deve ser o elemento chave a considerar porque o seu aproveitamento poderá implicar um menor consumo energético.

É inevitável também que se tenha em atenção o clima, o vento, a humidade, a temperatura, a radiação, a altitude, as características do terreno, a sua topografia, a vegetação, os recursos e a existência ou não de edificações nas proximidades. Tendo em conta todos estes factores, a construção do edifício deverá influenciar a escolha do sistema construtivo para que as perdas e os ganhos energéticos se compensem.

Os materiais escolhidos devem ser criteriosamente selecionados de modo a que sejam amigos do ambiente, com pouca energia incorporada e é fundamental que se oriente o edifício por forma a que se atenue as trocas térmicas entre interior e exterior. Será também vantajoso desenvolver estratégias passivas para alcançar o conforto interior já que contribuirá para o bom desempenho energético do edifício.

Estas estratégias / sistemas passivos – sem consumo de energia – tiram partido das características climáticas. No entanto, nem sempre os sistemas passivos conseguem dar resposta a todas as necessidades de energia. E, portanto, se houver necessidade de recorrer a sistemas ativos, estes deverão recorrer a fontes de energia renováveis.

A solução apresentada refere um investimento de cerca de 37 mil euros. Utilizando a totalidade destes melhoramentos, poderá contar com uma poupança anual de cerca de 8 mil euros o que, nesta altura, é um valor bastante significativo e que acaba por compensar as constantes subidas da energia. Em média, o investimento começa a ter retorno ao fim de cinco anos e, a partir daí, poderá contar com cerca de 8 mil euros anuais a mais na sua conta.

De salientar que todos estes investimentos poderão ser feitos de forma total ou parcial. No entanto, poderá optar por um crédito pessoal para levar a cabo estes melhoramentos da sua habitação. Desta forma, estará a investir num upgrade, numa poupança efectiva de energia e, ao mesmo tempo, estará a tornar o mundo num local melhor para viver.

São inúmeros os créditos destinados às energias alternativas e com a poupança anual que terá, rapidamente conseguirá fazer um reembolso antecipado do valor total do crédito.

Reduzir, Reutilizar e Remodelar
Reduzir, Reutilizar e Remodelar

Como melhorar a eficiência energética da sua casa

Janelas

  • Quando falamos em eficiência energética de um edifício, devemos dar bastante importância às superfícies envidraçadas já que estas contribuem de sobremaneira para o conforto interior da habitação.
  • As janelas devem portanto ser estanques à água, permeáveis ao ar e resistentes à ação do vento. É importante que se tenha especial atenção à proteção das janelas através de sombreamento eficiente, pelo lado exterior e interior, quer através de palas como de estores.

Coberturas

  • As coberturas dos edifícios devem responder a algumas exigências, nomeadamente ao nível da segurança, de habitabilidade ou de economia.
  • Devido à sua localização, estão sujeitas a diversas ações ao longo do tempo e a radiação solar, a ação do vento e a presença de água poderão significar alguns danos ou mesmo quebra da eficiência. Daí ser fundamental que se encontrem devidamente impermeabilizadas e termicamente isoladas, evitando o sobreaquecimento no verão e as perdas térmicas no inverno.

Isolamento Térmico

  • Utilizar o isolamento térmico adequado é garantir a mínima perda térmica possível entre o interior e o exterior. Desta forma, o material a utilizar deverá apresentar um baixo índice de condutibilidade térmica e baixa energia incorporada. Assim, deverá sempre optar por isolamentos de aglomerado de cortiça, espuma de poliuretano, lã de rocha, lã de vidro, poliestireno expandido ou poliestireno no extrudido.

Água

  • Regar, lavar automóveis, pátios ou passeios e descargas de autoclismo, são atividades que necessitam utilizar água potável. Para reduzir o consumo de água potável pode aproveitar-se águas dos duches e lavatórios ou pluviais para estes fins.
  • Os sistemas de reutilização de água permitem o regresso ao circuito doméstico de águas usadas, evitando a utilização de água potável para fins desnecessários.
  • Deverá ter em consideração que a água da chuva deverá ser recolhida no telhado sendo que o método mais comum de recolha e conservação é a utilização de reservatórios, as águas cinzentas proveem de qualquer zona da habitação, exceto a sanita, e nunca deve ser recolhida e guardada e as águas negras, provenientes da sanita, nunca devem ser utilizadas no jardim sem tratamento prévio.
  • Ainda dentro do capítulo da água, os banhos e duches representam cerca de 39% do consumo médio diário. Desta forma, se aplicar medidas que reduzam o volume gasto em cada utilização, poderá existir um potencial de poupança significativo. Apesar de ser necessário evitar os banhos de emersão e perder menos tempo nos duches, deverá utilizar um chuveiro específico ou um redutor de caudal.
  • Esta opção permite reduções de consumo na ordem dos 50%, diminuir de sobremaneira a descarga de águas residuais e de energia associada ao aquecimento de água.

Energias renováveis

  • As energias renováveis podem ter diversas aplicações, tais como aquecimento de águas sanitárias, para banhos e máquinas de lavar, aquecimento do ambiente, arrefecimento de ambiente e produção de eletricidade.
  • Desde 1 de julho de 2008 que é obrigatório que em edifícios novos se faça a instalação de sistemas solares térmicos para aquecimento das águas sanitárias. Se estiver a pensar construir uma casa poderá também pensar nesta opção também para a máquina de lavar louça, sendo que existem já alguns modelos no mercado que permitem receber água quente solar.
  • No que toca ao aquecimento ambiente, considere utilizar um sistema misto solar térmico e biomassa (recuperador de calor ou sistema de pellets). Ao beneficiar de duas fontes de energia renovável, acaba por ter duas opções de aquecimento e poderá utilizar uma ou outra dependendo da hora do dia ou da própria necessidade.
  • O sistema solar térmico também será mais vantajosa se conseguir aliar o aquecimento ambiente ao arrefecimento. Faça uma pesquisa sobre estes sistemas e verifique se existe algum ar condicionado a solar térmico que se adeque às suas necessidades.
  • Apesar de não serem renováveis, as bombas de calor geotérmicas também representam uma boa opção para o aquecimento e arrefecimento ambiente já que são bastante eficientes.
  • Se além de tudo isto pretender também produzir energia elétrica e coloca-la à disposição da rede, poderá instalar painéis fotovoltaicos e ou aerogeradores, sendo que o investimento poderá ter retorno de forma mais célere do que o esperado.

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