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O deserto de Neguev, em Israel, vai ser palco da maior torre de energia concentrada do mundo. Converter energia solar em eletricidade vai ser possível muito em breve, no meio deste deserto.

Ao que tudo indica o projeto que está em construção desde 2013 estará concluído ainda este ano. 120 mil famílias beneficiarão de 300 MW de energia, equivalente a 2% da energia consumida em Israel.

A central de energia solar concentrada chamada Ashalim, também conhecida pela sigla CSP – Concentrated Solar Power, com 240 metros de altura e a torre mais alta do mundo terão um processo particular de produzir energia.

Com uma tecnologia de espelhos em inglês heliostats com sistema de seguidor solar, a central socorre-se de instrumentos que utilizam um espelho capaz de refletir a luz do sol, em determinada direção.

A radiação solar é direcionada para a torre central. Esta contém uma mistura de sal fundido e quando em contacto com a água produz vapor que é a força motriz deste processo de produção de energia. O vapor aciona as turbinas e os geradores de energia elétrica.

Com uma área de mais de 3 mil metros quadrados, serão aproximadamente 50 mil os heliostats controlados através de computador. Cada heliostat pode medir até 20 metros quadrados.

Ashalim - A maior Torre de Energia Solar Concentrada
Ashalim – Central de Energia Solar Concentrada

Mesmo nos dias em que o sol teime em não brilhar, os dispositivos de armazenamento térmico são capazes de manter toneladas de sal a temperaturas altas mantendo assim a central a operar 24 horas por dia.

Israel tem o compromisso de apostar nas energias renováveis e a construção desta torre de energia solar integrará parte deste compromisso. Israel espera que 10% da produção de eletricidade provenha de energias renováveis a partir de 2020.

Esta central evitará a emissão de 110 mil toneladas de dióxido de carbono, para a atmosfera, por ano. Cerca de 80% do orçamento desta central provém do maior fundo de infraestruturas de Israel – o Noy Found.

Esta central vai fornecer energia durante 25 anos firmando um contrato de compra de energia estabelecido com a Israel Electric Corporation. Fornecer energia para tantas famílias durante tanto tempo e ainda evitando 110 mil toneladas de dióxido de carbono por ano é por si só uma notícia muito positiva para Israel e para o planeta.

O aspeto visual, apesar de não ser a característica com mais impacto desta infraestrutura, não deixa de ser merecedora de mérito. Visto de cima, os 50 mil heliostats dispostos nos 3 mil metros quadrados proporcionarão um espetáculo imperdível.

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