Jornadas UniKrannich – O Autoconsumo solar fotovoltaico já é legal em Portugal

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O autoconsumo fotovoltaico, tanto para instalações de energía solar isoladas como para aquelas conectadas à rede eléctrica, foi o tema mais tratado na última edição da UniKrannich, que teve lugar nos días 18 e 19 de fevereiro no Porto e Lisboa respectivamente. Como vem sendo habitual nas anteriores edições, as jornadas de formação organizadas pela Krannich Solar tiveram um grande acolhimento em Portugal.

O autoconsumo é uma das grandes esperanças no país luso no entanto, tal e como se revelou nestes seminários, existe um grande desconhecimento em torno aos aspectos legais deste tema. “O objetivo principal desta edição da UniKrannich era solucionar todas as dúvidas que existem acerca do autoconsumo fotovoltaico em Portugal, assim como facilitar aos nossos clientes as ferramentas práticas e os conhecimentos que nos solicitam para realizar as suas instalações”, comentou Sandra Albornoz, responsável dos mercados de lingua oficial portuguesa da Krannich Solar. “Neste sentido, podemos afirmar que as jornadas celebradas no Porto e Lisboa foram um grande êxito”, acrescentou.

A legalidade do autoconsumo – a grande incógnita do evento que gerava a insegurança especialmente entre os pequenos instaladores – ficou esclarecida na apresentação do João Carvalho, gerente da Coeptum.

Segundo o DL 215-B/2012, ao tratar-se de uma instalação em regime especial, devem reunir-se certas condições que serão verificadas pela DREs (Direcção Regional de Economia) na hora de solicitar uma licença para um sistema fotovoltaico de autoconsumo. Em qualquer caso, a equipa da Krannich Solar está à disposição de todos os seus clientes para esclarecer os detalhes da tramitação.

A nova geração de equipamentos de comunicação para instalações fotovoltaicas de autoconsumo, com o SolarLog Meter como artigo estrela, despertou o interesse dos assistentes. Mario Murillo, responsável do suporte técnico internacional da SolareDatenSesteme, esclareceu as dúvidas sobre o arranque deste produto, além de expor as novidades da casa.

Ainda assim, respondeu às perguntas acerca das possibilidades que este novo equipamento oferece aos instaladores que desejam optimizar o funcionamento do seu sistema de energia fotovoltaica, independentemente do inversor solar que tenham empregue no projecto. No entanto antes de decidir que inversor comprar, é muito importante verificar a compatibilidade do mesmo com a regulação de potência, em cujo caso o Solarlog poderia adaptar a saída do inversor à curva de consumo de forma linear.

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Como optimizar o uso do SolarLog Meter para evitar a injecção à rede foi o tema que tratou Arturo Andrés, o responsável do departamento técnico da Krannich Solar. Com uma demostração prática, explicou os casos nos que existe um excedente de geração de energia. O SolarLog funciona então como um activador de consumos, além de poder limitar a potência activa dos inversores através de um Bus 485.

A utilização dos sistemas off-grid de pequena potência, e também o uso de protecção para todas instalações isoladas em geral foram de igual maneira comentados pelo Arturo Andrés.

Nesta apresentação trataram-se duas questões muito interessantes. Por uma parte, como aumentar o rendimento de uma solução FV com a aplicação de reguladores MPP (com limitação de potência) frente aos PWM (com limitação de corrente). E, por outro lado, como se podem alcançar Os 3-5 anos de retorno de investimento com um sistema solar-diesel sem acumulação.

O engenheiro da distribuidora fotovoltaica também definiu como dimensionar um inversor carregador e quais são as peculiaridades que existem para uma instalação solar isolada, tanto convencional como híbrida.

Neste último caso, existem vantagens evidentes, uma vez que se tratam de equipamentos pensados para “melhorar a disponibilidade energética nas estações do ano com menor contributo fotovoltaico, assim como para optimizar o rendimento dos componentes da instalação solar, tais como o gerador eléctrico e o acumulador”, assinalou Arturo Andrés.

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