Biocombustiveis vantagens e desvantagens

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Há alguns anos, os biocombustíveis eram considerados como a solução para o aquecimento global. Actualmente, há quem diga que não são a solução, mas sim uma parte do problema.

As economias e estilos de vida actuais baseiam-se no petróleo e no gás, dois recursos esgotáveis cada vez mais caros.

Os biocombustíveis são combustíveis líquidos ou gasosos, produzidos a partir da biomassa.

Existem uma série de biocombustíveis líquidos com potencial de utilização, todos com origem em “culturas energéticas”, em que os mais comuns são o Biodiesel e o Bioetanol. O primeiro é obtido a partir de óleos orgânicos e o segundo é produzido a partir da fermentação de hidratos de carbono (açúcar, amido, celulose).

Os biocombustíveis gasosos têm origem nos efluentes agro-pecuários/industriais e urbanos (lamas das estações de tratamento dos efluentes domésticos) e ainda nos aterros. É constituído por uma mistura de gases, em que o metano é o gás predominante, sendo esta mistura denominada por biogás.

O que são os biocombustíveis?

Os biocombustíveis são produzidos à base de plantas energéticas, como é o caso do milho, dos cereais, das beterrabas açucareiras e das plantas oleaginosas.

Os mais utilizados são o biodiesel, fabricado a partir de soja ou de colza, o bioetanol, produzido à base de milho ou de beterraba, e os óleos vegetais puros. Essencialmente utilizados no sector dos transportes, os biocombustíveis podem ser utilizados puros em motores adaptados para o efeito, ou misturados com diesel ou com gasolina.

As vantagens dos Biocombustiveis

Além de permitirem reduzir a dependência energética em relação aos combustíveis fósseis, os biocombustíveis são produzidos a partir de plantas que absorvem CO2 e permitem a produção de combustíveis que não emitem gases com efeito de estufa, os principais responsáveis pelo aquecimento global.

Esta característica dos biocombustíveis fez com que, em Março de 2007, os Estados-Membros da UE reunidos em Conselho adoptassem um objectivo vinculativo de utilização de, pelo menos, 10% de biocombustíveis, nos combustíveis utilizados no sector dos transportes, até 2020.

As desvantagens dos Biocombustiveis

Apesar das vantagens apontadas, a utilização de biocombustíveis é um tema controverso. Em primeiro lugar, porque a produção de biocombustíveis consome muita energia e baseia-se em culturas intensivas, que produzem um gás com efeito de estufa, o óxido de azoto, que também tem efeitos no aquecimento global.

Além disso, muitas das terras utilizadas para o cultivo das plantas eram anteriormente regiões com grande capacidade de absorção de CO2, como é o caso das florestas tropicais. Para ter uma ideia da extensão e do impacto dos efeitos perversos dos biocombustíveis, basta analisar a desflorestação da América Central e da Ásia.

Outras desvantagens apontadas dizem respeito à poluição provocada pelas culturas intensivas, ao elevado consumo de água e à perda da diversidade biológica e dos habitats alimentares. Existe ainda o receio de que a utilização das culturas para produção de biocombustíveis venha a provocar a falta e o consequente aumento do preço dos produtos agro-alimentares.