Denunciar Lixeiras na Net

lixeiras

É uma maneira eficiente de reportar a existência de lixeiras em território nacional. Acedendo a uma página de Internet, qualquer cidadão pode, agora, referenciar a localização exacta de um depósito de resíduos.

A plataforma, desenvolvida por dois investigadores da Universidade de Aveiro (UA), integra o projecto Limpar Portugal, mas pode vir a ser aproveitada por vários municípios nacionais. A aposta passa por ultrapassar a burocracia que os cidadãos têm que enfrentar, habitualmente, para relatar problemas detectados no meio que os rodeia.

O projecto, desenvolvido por dois alunos do Departamento de Engenharia Electrónica e Telecomunicações e de Novas Tecnologias da Comunicação da UA, está acessível através do endereço www.3rdBlock.net e já tem referenciadas cerca de cinco mil lixeiras.

Todas elas “reportadas por cidadãos”, adianta ao PÚBLICO João Paulo Barraca, o investigador que, juntamente com Cláudio Teixeira, desenvolveu a plataforma online. E o número não se deve ficar por aqui, uma vez que a divulgação da plataforma ainda não conta com muito tempo.

Para já, a plataforma está adaptada ao projecto Limpar Portugal, assumindo-se como um verdadeiro “observatório ambiental online, feito pela comunidade e para a comunidade”. Contudo, diz João Paulo Barraca, no futuro “a sua abrangência pode vir a ser alargada a outros fins”. Aliás, o projecto nasceu, precisamente, como uma plataforma de aproximação entre “munícipe e municípios”.

“A ideia nasceu em 2008, com uma candidatura ao Imagine Cup, da Microsoft, e previa que os munícipes reportassem ao seu município todos os problemas que detectassem, desde buracos na estrada a questões relacionadas com resíduos”, relata o investigador da UA.

Segundo avança ainda João Paulo Barraca, esse objectivo inicial ainda não foi colocado de parte, em virtude de “alguns municípios terem vindo a mostrar interesse nesta plataforma”.

Através desta aplicação, “qualquer cidadão poderá deixar a sua referência, evitando as burocracias habituais”, destaca ainda o investigador da UA.

COMPARTILHAR