O Fim dos Veículos a Combustão

O Parlamento Europeu e os Estados Membros da UE chegaram a acordo para terminar a venda de veículos a combustão e híbridos a partir de 2035. Esta regulamentação é essencial para os objetivos climáticos europeus.

Será o princípio do fim dos veículos a combustão?

O eurodeputado francês Pascal Canfin, Presidente da comissão Ambiente do Parlamento Europeu, escolheu o Twitter para anunciar uma medida considerada histórica na União Europeia.

Venda de veículos a combustão e híbridos proibida a partir de 2035 na União Europeia

De forma a tentar alcançar as metas ambientais definidas para a Europa, o Parlamento Europeu e os Estados Membros chegaram a acordo sobre uma uma proposta da Comissão datada de julho de 2021.

Este documento previa a redução a zero das emissões de dióxido de carbono das viaturas novas na Europa a partir de 2035.

Com esta decisão, ficou assim decidido que nenhum veículo a combustão ou híbrido poderá ser comercializado a partir do ano definido. Em alternativa, apenas poderão ser vendidos automóveis elétricos a bateria (BEV) ou a célula de combustível a hidrogénio (FCEV).

Pacote climático inclui ainda objetivo intermédio em 2030

As medidas aprovadas neste diploma são apenas os primeiros passos de uma estratégia mais alargada para o contexto climático.

Este foi o primeiro acordo sobre um texto do pacote climático europeu, o “Fit for 55”, que define como objetivo intermédio a redução das emissões de gases com efeito de estufa da UE até 2030, com referência a 1990.

Propostas FIT-55 - União Europeia
Propostas FIT-55 – União Europeia

Fit for 55 é um pacote da União Europeia projetado para reduzir as emissões de gases de efeito estufa da União Europeia em 55% até 2030. O pacote foi proposto em julho de 2021 pela Comissão Europeia. Sob um processo legislativo acelerado, os planos podem se tornar lei em 2022.

Pequenos fabricantes têm direito a exceções

Embora este decisão vise todos os fabricantes de smartphones, existem alguns que são abrangidos por um regime de exceção.

Conhecido como “emenda Ferrari”, permite que as empresas que produzam menos de 10 000 veículos por ano, como é o caso da Koenigsegg, apenas tenham de se tornar 100% elétricos em 2036.

No entanto, existe ainda outra grande novidade para os construtores. Não terão de cumprir o objetivo intermédio em 2030, tendo, assim, mais espaço de manobra para se adaptar a esta nova realidade.

Video – The European Green Deal explicado em 3 minutos

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1 COMENTÁRIO

  1. Será válido aí da vender carros híbridos, hoje? Estamos a 12 anos da proibição, e as marcas apostam e tentam vender mais híbridos plugin ou mesmo elétricos com gerador a gasolina integrado (como o caso do e-power da Nissan) ao invés de canalizar esses investimentos para os puro elétricos tentando assim aumentar a densidade energética das baterias, e melhorar a eficiência, quer em termos de motores, quer em termos de aerodinâmica.
    Está mais que visto que os fabricantes estão se pouco lixando para o ambiente ou outra coisa querem é os seus milhões de lucro no fim do ano fiscal.

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