Tesla surpreende com dados sobre a degradação média das baterias dos carros elétricos

Baterias - Carros Eletricos Tesla

Um dos maiores receios dos novos utilizadores de carros elétricos é a questão da bateria e sua degradação, ou melhor, a sua vida útil, e o elevado custo de substituí-la por uma nova.

É um facto que a bateria é o componente mais caro de um carro elétrico. Contudo, nos últimos meses, têm-se feito avanços significativos para reduzir o preço das baterias, tornando-as mais duradouras e com melhores desempenhos.

Que acontece com as baterias Tesla

Recentemente, a Tesla revelou dados interessantes sobre as baterias dos seus veículos elétricos e a degradação média que estas sofrem ao longo dos anos e quilómetros.

Estes dados são bastante positivos, mostrando uma degradação média muito baixa comparada com a concorrência.

Degradação média das baterias dos carros elétricos Tesla

A Tesla indicou que a degradação média das baterias nos seus carros elétricos é de 15% após percorrerem 322.000 quilómetros (200.000 milhas).

Esta é uma informação impressionante, considerando que um carro de combustão interna estaria muito próximo do fim da sua vida útil após percorrer a mesma distância.

Model S e Model X

Nos modelos de luxo, como o Model S e o Model X, a degradação é ainda menor, com apenas 12% após os mesmos 322.000 quilómetros.

Tesla Model S
Tesla Model S

Se considerarmos uma autonomia inicial de 600 quilómetros, após percorrer todos esses quilómetros, a perda seria de apenas 72 quilómetros, mantendo uma autonomia de 528 quilómetros, o que é mais do que suficiente para uso diário.

Model 3 e Model Y

Já nos Model 3 e Model Y, a média de degradação é ligeiramente superior, fixando-se nos 18%.

Carro Elétrico Tesla Model 3
Tesla Model 3

Esta variação pode dever-se aos diferentes tipos de baterias usadas nestes modelos. No entanto, mesmo com esta taxa, a degradação é significativamente menor do que a de outros fabricantes.

Baterias 2170 e 4680

Os dados apresentados referem-se às baterias do tipo 2170. As novas celas de bateria 4680, atualmente instaladas apenas na Cybertruck, ainda não têm dados suficientes sobre a degradação média, embora se espere que seja ainda menor.

Conclusão

Estes dados são extremamente positivos e tranquilizadores para os novos compradores de carros elétricos, especialmente de carros Tesla.

A eficiência e a durabilidade das baterias Tesla significam que os proprietários não precisarão de se preocupar com a perda significativa de autonomia ao longo da vida útil do veículo.

A verdade é que todos nós temos de perder o medo em adquirir carros elétricos, avalie a sua necessidade e ajuste a aquisição de acordo com essa avaliação.

No entanto, neste momento o carro a combustão continua a ser essencial a não ser no caso dos consumidores que possuam efetivamente dinheiro para adquirir um veículo elétrico topo de gama e com autonomia suficiente para todo o tipo de viagens.

Vídeo – Comparação da estrutura das baterias Tesla 4680 vs BYD Blade vs CATL Qilin

4 Comentários em “Tesla surpreende com dados sobre a degradação média das baterias dos carros elétricos”

  1. A autonomia apontada é em condições de condução tipo “Tesla driver” que todos passamos por eles. Se a condução fosse semelhante à de um motor a combustão, ou explodia ou a autonomia ia lá para os 200 (se tanto). Para isso os custos por km são mais caros do que os motores a combustão..

  2. Dados da Tesla tinham de ser sempre “muito bons”, mas só deveriam ser credíveis após confirmação por uma entidade externa idónea.
    Neste artigo comparam a vida útil dum motor a combustão com a degradação das baterias dum veículo eléctrico, o que também me parece incorrecto porque a comparação deveria ser entre motores eléctricos e a combustão. A bateria degrada-se 15% em 200.000 milhas, mas o motor eléctrico aguenta tanto? Seria interessante saber a longevidade dos motores neste mesmo cenário.
    Por fim, não é só o medo que afasta os eléctricos como opção para muita gente, mas também aspectos operacionais como os tempos de carregamento, disponibilidade de postos de carregamento, autonomia, etc.

  3. Sendo um estudo feito pela Tesla vale o que vale. Gostava de ver a Tesla a solicitar a entidades imparciais a realizar esses testes, onde incluíssem o valor da capacidade da bateria com zero utilização e após esses tais 200 mil milhas.
    Já li algures que a Tesla parece estar a manipular a informação relativo à capacidade real da bateria. A capacidade da bateria parece que é bem maior do que indicada e limitam a mesma, de forma a que não seja detectado a real degradação.

    1. Filipe Andrade Santos

      A minha experiência é a seguinte:
      150,000km 20% de degradação da bateria. Autonomia incial oficial era de 490 mas dificilmente fazia 250 a 130km/hora. Agora faz ainda menos.
      De resto é óptimo, mas a verdade é esta. A informação sobre autonomias é puro marketing.

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