Sistema e norma Euro5

O diesel é uma grande dor de cabeça não apenas para ambientalistas, mas também para toda a sociedade, visto que é um combustível muito importante, sobretudo em veículos pesados, e também é extremamente poluente, apesar de toda a pesquisa para tentar tornar esse combustível menos nocivo e com maior desempenho.

Em todo o mundo existe um esforço monumental para controlar as emissões de gases do efeito estufa e dispersão de resíduos como os metais pesados através da queima de diesel.

No Brasil quem faz o controle é o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que, desde 1986, desenvolve programas de controle e redução de poluição e uso consciente. O sistema Euro 5 é o conjunto de normas em vigência para esse controle. Aqui você vai saber o que há de mais importante sobre o Euro 5.

O que é o sistema Euro 5?

Euro 5 é o conjunto de regulamentos que tem o intuito de reduzir as emissões de veículos usuários de diesel. O nome do Euro 5 no Brasil é PROCONVE P-7. O Euro 5 vem da legislação europeia.

O gás mais perigoso gerado pela queima de diesel por automóveis é o Óxido de Nitrogénio (NOx), sem deixar de levar em conta o enxofre. A intenção do Euro 5 é reduzir essas emissões em até 60%. O sistema anterior, Euro 3, tinha uma meta menos ousada, 80% menos efetiva.

O que muda com o Euro 5?

Uma mudança importante diz respeito a como funcionam os motores dos camiões. A norma Euro 5, que está vigorando desde 2012 especifica que todos os motores dos novos camiões produzidos no Brasil tenham um sistema específico de tratamento de gases e fuligem, que deve ser o SCR ou o EGR.

Como são esses sistemas?

Recirculação de gases de exaustão (EGR)

A sigla vem do inglês (Exhaust Gas Recirculation) e tem como base motores pequenos, como pick-ups e carrinhas. O modo como esse sistema funciona busca diminuir a temperatura da câmara de combustão.

Isso é para reduzir a dispersão de Óxido de Nitrogénio. Ele faz isso permitindo a circulação de uma parte importante dos gases de escape, diminuindo o calor e reduzindo assim a formação de gases e resíduos poluentes.

Redução Catalítica Seletiva (SCR)

A sigla vem de (Selective Catalytic Reduction), e é o sistema mais usado em veículos grandes, principalmente os de carga. O modo de funcionamento é baseado em uma conversão química dos gases poluidores, fazendo com que eles se transformem nos inofensivos nitrogênio e vapor de água.

Um reagente chamado ARLA 32, composto de água e ureia, é o responsável pela reação. O composto é colocado em um compartimento dedicado exclusivamente ao SCR, e não deve ser misturado diretamente ao diesel.

Cada litro de diesel exige 50 ml de ARLA 32. O sistema avisa quando o reagente estiver em falta e mensura a qualidade dos gases constantemente. O ARLA 32 também ajuda a fazer o motor durar mais e a reduzir o gasto de combustível.

Importância da qualidade do diesel

As normas internacionais Euro 5 também têm outros aspectos, como exigências para o combustível. Não adianta haver um sistema de alta tecnologia para melhorar a qualidade das emissões, que reduz a poluição do diesel, se o combustível não é de qualidade e muito sujo, pois mesmo com os sistemas EGR e SCR, o diesel continuará sendo muito ruim para o veículo e para o meio ambiente.

A regulamentação Euro 5 foca no teor de enxofre do diesel. Em nosso país, existem o diesel S50 e o S10. O S50 é até tolerado pela regulamentação, mais se recomenda sempre usar o S10.

Esse combustível, que está desde 2013 em nosso mercado, é o mais caro, mas também o com melhor desempenho em relação à durabilidade tanto do combustível, como do motor. O combustível diesel S10 é excelente para veículos mais pesados, principalmente.

O S10 tem muitas vantagens em relação ao S50, como uma diminuição na formação de depósitos de sujeira no motor, melhora da partida a frio do motor, e redução expressiva de até 90% da emissão de enxofre.

O sistema Euro 5 vem sendo muito eficaz, e caso seguido a risca, vai aumentar a durabilidade do motor, o desempenho em termos de gasto de combustível, e proteção maior para a natureza.

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