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Já nasceu o novo gigante da energia eólica na Europa. O grupo espanhol Gamesa anunciou na passada sexta-feira, a fusão com o fabricante Siemens estando assim constituído o gigante global de energia eólica.

Depois de alguns meses de expectativa, de aparentes avanços e recuos, como chegamos a dar conta no passado mês de março, a Gamesa deu o sinal verde e anunciou a fusão dos seus negócios de energia eólica com o grupo de engenharia alemão Siemens.

Foi a própria que enviou um comunicado ao regulador do mercado financeiro espanhol a informar da fusão.

Os termos finais do acordo ainda não estão aprovados na totalidade e, para tal, poderão os próximos dias ser bastante decisivos.

Aguarda-se a aprovação dos acionistas da Gamesa e a autorização da Autoridade Espanhola de Concorrência e da CNMV, órgão supervisor do mercado de capitais em Espanha. Este poderá obrigar a Siemens a lançar uma OPA à Gamesa.

A Siemens lidera atualmente alguns segmentos de mercado e conta com oito divisões, sendo que esta da energia eólica offshore, em que as turbinas eram instaladas em alto mar, era a menos rentável.

Depois de em 2014 ter falhado a compra da rival francesa Alstom, a fusão com a Gamesa avista-se como um negócio bastante rentável. Os números da entidade conjunta que receberá os ativos falam por si. As receitas anuais poderão rondar os 9.300 milhões de euros.

A Siemens irá ficar com 59% da futura empresa agora fusionada, ao passo que a Gamesa irá ficar com 41% do respetivo capital social.

A sede fiscal será em Espanha e o centro de operações “onshore”. Em Hamburgo, na Alemanha e em Vejle, na Dinamarca ficará sediado o negócio “offshore” que compreende a eólica no mar.

A Gamesa está bem posicionada nas antigas colónias espanholas, na América Latina, no Brasil, na Índia onde é líder de mercado e é a principal operadora não chinesa, no parque eólico da China. A empresa combinada aproveitará este bom posicionamento da Gamesa e irá operar nos mercados emergentes (Índia, México e Brasil) e nos mercados maduros da América do Norte e Europa.

Ao que tudo indica, esta união da Gamesa e da Siemens vai dar lugar ao primeiro fabricante mundial de aerogeradores do mundo com uma quota de mercado mais relevante na Europa, ultrapassando mesmo a quota de mercado do primeiro fabricante europeu, a dinamarquesa Vestas.

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Manuel Fernandes

Parece um projeto de alta eficácia, mas temos que levar em conta que ali os ventos perderão velocidade e deixarão de levar umidade para as regiões que precisam dela. Isto no momento que a população mundial atingiu imensa quantidade e há cada vez mais necessidade de maior produtividade da agricultura. Quando se faz projetos muito grandes costumam ocorrer grandes consequências negativas ou desastres ambientais. Vejam o caso do Mar de Aral.