Queda abrupta de custos torna a fotovoltaica a fonte de energia mais barata
Queda abrupta de custos torna a fotovoltaica a fonte de energia mais barata

Queda abrupta de custos torna a fotovoltaica a fonte de energia mais barata

A queda abrupta dos custos da energia fotovoltaica faz com que esta seja a fonte de energia mais barata em vários mercados.

Nos últimos anos o custo da energia solar caiu cerca de 90%, e nos próximos 10 anos irá cair ainda mais, entre 15% a 25%, segundo previsões da Wood Mackenzie. E até 2030 a energia fotovoltaica será mesmo a fonte de energia mais barata por todo o mundo!

Outra das conclusões da Wood Mackenzie é que a queda dos custos levará ao domínio da energia solar e que é altamente improvável que se reverta, devido à sua crescente capacidade para cumprir com os objetivos económicos e políticos.

Ravi Manghani diz mesmo que “à medida que o mundo se esforça para recuperar da crise económica causada pela pandemia covid-19 e ao mesmo tempo cumprir com os objetivos climáticos e ambientais do Acordo de Paris, a energia solar está numa posição única para atingir os esforços para um baixo nível de energia, carbono, futuro sustentável”.

A energia fotovoltaica já é a forma de gerar eletricidade mais barata em 16 estados dos EUA, além de Espanha, Itália e India. Mesmo com a pandemia covid-19, a nível global houve mais instalações a funcionar, superando assim os 115GW em 2020, em comparação com 1,5GW de 2006!

O crescimento desta fonte de energia foi impulsionado em grande parte por subsídios governamentais e os objetivos ambientais, sendo agora atrativa apenas pelo preço. A energia fotovoltaica está a tornar-se tão competitiva que já não é apenas um meio de descarbonização para as empresas, bem como uma forma de reduzir o custo de energia para os seus negócios.

Queda abrupta de custos torna a fotovoltaica a fonte de energia mais barata
Queda abrupta de custos torna a fotovoltaica a fonte de energia mais barata

Redução de custos para fonte de energia mais barata

A Wood Mackenzie diz no seu relatório que espera que na próxima década o crescimento e desenvolvimento de várias tecnologias leva ainda a uma maior redução de custos:

  • Painéis biface. Em que uma nova tecnologia de células solares permite que ambos os lados de um painel gerem energia, garantindo cerca de 15% mais de eletricidade.
  • Painéis solares maiores. Um painel maior, gera mais energia, logo maior produção de eletricidade.
  • Rastreadores do sol. Novas quintas solares passam a ter sistemas motorizados que seguem o movimento do sol, mudando assim o alinhamento dos painéis solares de acordo com a posição do sol ao longo do dia, garantindo assim uma maior captura de energia solar.

Para estas perspetivas futuras, a Wood Mackenzie diz que apenas teve em conta os desenvolvimentos tecnológicos já expectáveis. As projeções não têm por base quaisquer avanços na tecnologia solar de próxima geração ou outras inovações.

A consultora espera ainda que os custos operativos também diminuam durante a próxima década. As tecnologias que já se utilizam em larga escala na indústria da energia eólica, como o uso de drones e imagens térmicas para as inspeções, farão com que as operações sejam mais eficientes, tal como o desenvolvimento de novas tecnologias como a inteligência artificial.

Riscos de ter uma fonte de energia mais barata

O setor também não está isento de riscos para alguns. Os inversores solares são uns dos que podem vir a sofrer com o êxito da tecnologia. É que à medida que baixam os custos e aumenta a capacidade solar instalada, os preços também podem diminuir, reduzindo assim a rentabilidade. Ainda assim a queda dos preços deverá permitir que a energia fotovoltaica substitua o carvão e outras tecnologias mais caras e aumenta a sua participação no mercado.

Anteriormente a taxa de penetração da energia fotovoltaica no mercado era limitado pela quantidade de subsídios disponíveis e outras formas de apoio às políticas públicas ou empresas privadas que pretendem descarbonizar os seus negócios.

Mas agora com a energia fotovoltaica a tornar-se na fonte de energia de nova geração com menor custo e mais competitiva que as demais tecnologias, os fatores limitativos serão a disposição dos investidores em assumir o risco do preço do mercado, a capacidade de transmissão elétrica e o desenvolvimento das tecnologias das baterias para armazenamento de eletricidade.

Baterias para armazenamento de eletricidade

O armazenamento da eletricidade em baterias está a tornar-se numa parte muito importante na produção da energia solar, pois esta apenas funcionar durante o dia, quando há sol. As horas de pico do preço da eletricidade continuam a coincidir com as horas de produção de energia solar na maioria dos mercados. E, tanto os investidores como as empresas elétricas, estão a preparar-se para possíveis mudanças na procura para incluir o armazenamento nos seus planos de investimento.

O CEO da Wood Mackenzie concluiu que “a energia fotovoltaica já foi uma tecnologia de nicho fora da rede, mas agora é uma fonte de energia mais barata, eficiente e fácil de implementar para gerar eletricidade”.

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