Eletrodo permite reduzir custo do Hidrogenio

Um estudo científico veio permitir o desenvolvimento de um elétrodo que irá tornar possível diminuir o custo de produção do hidrogénio! A descoberta, feita por uma equipa do Laboratório Nacional de Idaho,  irá permitir poupanças significativas nos custos de produção a grande escala.

O desenvolvimento deste novo elétrodo irá permitir poupanças financeiras no processo de hidrogénio a grande escala, fazendo com que esta energia passe a estar ao mesmo nível de aquisição financeira que os processos de produção de energia convencional (como os combustíveis fósseis, usados pela maioria das indústrias).

Outro ponto a reter deste desenvolvimento, é o facto de este combustível – através do novo processo de eletrólise – poder vir a competir com os combustíveis fósseis, visto que estes estão a ser alvo de uma reforma, devido às elevadas emissões de gases de efeito de estufa, e por serem limitados a aplicações mais pequenas.

Os investigadores do Laboratório Nacional de Idaho, afirmam que:

apesar de o hidrogénio ser já usado para movimentar veículos, para armazenar energia e como modo de energia portátil, este novo desenvolvimento vai permitir uma alternativa mais eficiente para que este seja produzido a grande escala”.

segundo os investigadores a chave para este melhor rendimento passou pelo desenvolvimento de um novo elétrodo de vapor cerâmico.

Inventamos um elétrodo de vapor 3D auto montado que pode ser escalável. A porosidade alta e a estrutura 3D podem fazer com que a transferência de carga massiva seja muito melhor, pelo que o rendimento irá ser muito maior”, disse o Investigador Dong Ding.

O elétrodo foi desenvolvido com recurso a um modelo de tecido têxtil que foi colocado sobre uma solução percursora e ativada, queimando o tecido, tendo depois deixado uma versão cerâmica da estrutura. Depois ao se colocar uma célula de eletrólise de oxido sólido, a equipa observou o estabelecimento de uma ponte entre os filamentos do tecido cerâmico, que segundo eles deveria melhorar o rendimento e a estabilidade do mesmo.

As células que incorporam o novo elétrodo de vapor funcionaram de modo eficaz sobre temperaturas inferiores a 600 ºC, com os investigadores a dizerem que há potencial para baixar a temperatura para valores inferiores aos 600 ºC.

Atualmente as típicas células de óxido sólido (que são células excelentes condutoras de protões) funcionam a temperaturas superiores a 800ºC, pelo que a nova célula irá permitir reduzir significativamente a quantidade de energia necessária à produção de hidrogénio!

Os investigadores admitem ainda que produzir hidrogénio a temperaturas mais baixas vai permitir a eliminação de vários materiais caros resistentes ao calor aquando da produção das células, permitindo assim uma redução nos custos de produção de hidrogénio!

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