Se sentiu que o tempo esteve mais instável em fevereiro, saiba que essa mesma chuva e vento pouparam milhões de euros ao país e podem dar fôlego à sua carteira. De acordo com o mais recente Boletim de Eletricidade Renovável da APREN, as fontes limpas garantiram 77,3% da energia produzida em Portugal Continental.
Este desempenho não é apenas um número estatístico; é um marco que coloca Portugal no 3.º lugar da Europa com maior incorporação renovável no acumulado do ano, sendo superado apenas pela Noruega e Dinamarca.
Tabela de Conteúdos
Eletricidade em Portugal com novo recorde das renováveis
A abundância de recursos naturais tem um efeito prático e direto: a descida drástica dos preços no mercado grossista (MIBEL). Em fevereiro, o preço médio fixou-se em apenas 5,1 €/MWh. Se olharmos para o acumulado de janeiro e fevereiro, a queda é de 58,5% face ao ano passado.
Quem liderou a produção?
A natureza foi generosa e a infraestrutura nacional respondeu à altura:
- Energia hídrica: Foi a força dominante, assegurando 37,2% da geração total.
- Energia eólica: Representou 31,3%, com um aumento de produção de 716 GWh em relação a fevereiro de 2025.
- Energia solar: Contribuiu com 5,2%, aproveitando as abertas de sol do inverno.
O que aconteceu em fevereiro?
Houve momentos de independência total. Durante 196 horas não consecutivas, o consumo de eletricidade em Portugal foi satisfeito inteiramente por fontes renováveis. Isto significa que, durante mais de oito dias, o país não precisou de recorrer a fontes poluentes ou importadas para manter as luzes acesas.
Além do benefício ambiental, esta transição energética é um serviço de proteção à economia nacional. Só em fevereiro, Portugal evitou gastos significativos:
- 48,8 M€ poupados na importação de gás natural.
- 101 M€ evitados em importação de eletricidade.
- 44 M€ poupados em licenças de emissão de CO2.
Setor energético Português – Um sistema cada vez mais robusto
Atualmente, a capacidade renovável já representa 81% da potência total instalada no país. Este esforço de organizações como a APREN e entidades reguladoras como a ERSE garante que Portugal continue no caminho da sustentabilidade e da soberania energética.
Ao escolher aparelhos mais eficientes ou optar por tarifas que reflitam estas descidas de mercado, você torna-se parte ativa desta mudança que está a colocar o país na vanguarda da Europa.
Gostaria que eu analisasse como estes 5,1 €/MWh se comparam com os preços de outros países europeus no mesmo período?
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