Painéis Solares China

A China está sem sombra de dúvida, isolada no primeiro lugar mundial relativamente à tecnologia solar, um exemplo disso são os valores de potência instalada de energia solar e a quantidade de fábricas chinesas produtoras de equipamentos de produção de energia solar fotovoltaica.

Um exemplo de como a China encara a energia solar são os pandas gigantes…

Ao sobrevoar o condado de Datong, é possível avistar pandas gigantes, um deles até diz adeus. Estes desenhos de pandas são construídos por milhares de painéis solares fotovoltaicos.

Central Solar na China em forma de Urso Panda
Central Solar na China em forma de Urso Panda

Os pandas todos juntos e anexados a outros painéis fotovoltaicos existentes neste parque solar formam uma fazenda de cem megawatts que cobre 248 hectares. Na realidade este parque solar até é considerado pequeno quando comparado com os padrões chineses, no entanto é um símbolo Chinês, e de como este país encara o futuro em termos de dependência energética.

A produção de energia é uma grande questão para a humanidade por dois motivos principais:

  • O primeiro é que as fontes tradicionais que em sua maioria são através de combustíveis fósseis, mas também se utilizando de forças da natureza, como as águas dos rios, por meio das hidroelétricas, estão com os dias contados, como é o caso dos combustíveis fósseis, ou estão saturados, como as hidroelétricas, que têm um limite na sua capacidade de crescimento.
  • O segundo problema é que a população humana, ao mesmo tempo em que está consumindo cada vez mais energia, está crescendo a taxas ainda exponenciais em certas partes do mundo, como a África e partes da Ásia.

Além disso, em meios considerados renováveis, como as hidroelétricas e a energia eólica, tem limitações, e algum preço a se pagar em relação à natureza, já que para se construir uma usina hidroelétrica é preciso muitas vezes criar um lago artificial e inundar uma área habitada, ou de vegetação nativa ou ribeirinha.

No caso das usinas eólicas, os aerogeradores precisam ocupar espaços nobres perto do litoral, e causam barulho e incomodo tanto para os moradores, com para as aves que sobrevoam a área.

A energia solar pode até trazer algum transtorno, mas entre todas as energias conhecidas pela humanidade, é a mais limpa, menos barulhenta, e que é mais perene e renovável, contanto que seja implementada em uma área com bom regime de sol.

A China consome uma quantidade altíssima e crescente de energia, e vê na energia solar uma solução para o seu presente e futuro. Para produzir essa energia em escala industrial, a China está implementando um ousado projeto de fazendas solares, que explicaremos em detalhes a seguir.

Centrais solares na China

Inicialmente, é importante esclarecer a unidade de potência energética que iremos usar, que é o gigawatt, que é nada mais nada menos do que um milhão de quilowatts, a unidade de medida a qual estamos mais acostumados.

Mais de 60% dos painéis solares são fabricados na China

O Brasil tem quase dois gigawatts de capacidade de geração de energia solar, enquanto a China tem incríveis 130 gigawatts de capacidade, sendo o líder mundial nesse tipo de energia.

Para que a China, um país não muito maior do que o Brasil e superpopuloso pudesse alcançar esse número, foi necessário que se buscasse espaço de captação, e esse problema foi resolvido com a criação de gigantescos parques solares, que são tão grandes que podem ser vistos do espaço e são chamados de fazendas solares.

Fazenda solar em Longyangxia
Fazenda solar em Longyangxia – é uma das maiores estações fotovoltaicas do mundo

Uma das maiores fazendas solares do mundo, que fica no planalto do Tibete, chamada Longyangxia (Longyangxi Dam Solar Park) , produz 850 megawatts, e a maior de todas, que fica no deserto de Tengger, consegue produzir absurdos 1500 megawatts, ou um gigawatt e meio, mais ou menos a produção do Brasil.

Infelizmente, mesmo com toda essa capacidade, o caminho para a China conseguir limpar a sua matriz energética é ainda bem longo, já que quase dois terços da energia consumida nesse superpovoado país, com mais de 1,4 bilhão de pessoas, é através da queima de carvão.

Como a construção dessas fazendas está em ritmo acelerado, a meta de capacidade solar chinesa será alcançada em 2020, três anos antes do programado.

Mas nem tudo são flores. A China tem outra razão para construir tantas fazendas solares no Tibete, e essa razão é para que a autoridade sobre esse território em disputa seja firmada.

Existe inclusive, um empreendimento com a intenção de usar a energia advinda de painéis solares para derreter a permafrost, uma região congelada no norte da China, para que agricultores possam no futuro morar lá.

Qual é afinal o grande problema

Existe, porém, uma grande limitação para o aproveitamento da energia captada nessas enormes fazendas, que tem muito a ver com as causas para ainda haver todo esse espaço para a implantação das mesmas, que é o desequilíbrio da distribuição da população chinesa.

Como os rios e litoral estão mais a leste, 94% da população chinesa está concentrada nessa porção do território, e o oeste fica com espaço de sobra para as fazendas solares.

O problema é que isso faz com que a distância do local de captação da energia e o seu destino final fique muito grande, e boa parte da energia seja perdida nas linhas de transmissão de milhares de quilómetros.

O resultado é um baixo fator de capacidade, que é a percentagem de energia captada realmente utilizada, que no caso da energia solar chinesa foi de apenas 14,7% no primeiro semestre de 2018. Um problema que causa grandes prejuízos.

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