Painéis Solares Fotovoltaicos

A fabricante chinesa BYD planeia expandir significativamente a produção de painéis solares no Brasil este ano em comparação a 2019, impulsionada pelo otimismo com o mercado local e pela queda nos custos de componentes, disse quinta-feira um executivo da empresa.

Desde 2017, a BYD possui uma fábrica de equipamentos fotovoltaicos em Campinas (São Paulo), que compete pela procura de projetos brasileiros, principalmente com uma unidade solar do Canada e com produtos importados de fornecedores chineses como Trina Solar, Jinko e JA Solar.

Os planos para 2020 são para aumentar significativamente produção de painéis solares

“Ainda não fechamos algumas coisas, mas estamos basicamente a duplicar a produção em comparação com o que tínhamos em 2019. A partir de 1º de fevereiro, a nossa produção duplicará”, disse Adalberto Maluf, diretor de Marketing e Sustentabilidade da BYD no Brasil.

Adalberto Maluf não apresentou números, mas declarou que a maior produção será possível principalmente pelo aumento de equipamentos, sem grandes investimentos produtivos.

“Estávamos a trabalhar em turnos prolongados, e agora são dois turnos prolongados… estamos a duplicar a compra de suprimentos e aumentar a equipa em 50%”, acrescentou.

O compromisso da BYD deve-se à expectativa de que as usinas de painéis solares instaladas no Brasil juntos atinjam uma participação de 35% no mercado doméstico este ano, em comparação com 20% em 2019.

Esse aumento na participação deve ser possível graças à queda nos custos de insumos trazidos da China para a montagem dos painéis, graças a uma desaceleração na construção chinesa de parques solares.

A instalação de novas usinas fotovoltaicas na China em 2019 caiu no ritmo mais lento em cinco anos, com 16 gigawatts adicionados entre janeiro e setembro, um terço do volume instalado em 2017.

BYD Painéis Solares Fotovoltaicos - Brasil

Embora o número ainda seja impressionante, o menor volume deixou os fabricantes com um excesso de oferta que reduziu os preços e levou à busca por mercados de exportação.

“As células solares mais caras (de alta qualidade) caíram de preço. Então, fazemos uma pausa, porque desde 2020 estamos a trazer suprimentos mais baratos. Estamos a aproximar-nos do preço importado (painel), então decidimos aumentar a produção”, afirmou Adalberto Maluf.

Uma resolução da Câmara de Comércio Estrangeira do Brasil (Camex), que em 31 de dezembro reduziu para zero os impostos de importação de células solares, também ajudará a reduzir custos, afirmou Adalberto Maluf.

O otimismo da BYD com o mercado brasileiro ocorre quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa novas regras para as chamadas Instalações de Geração de Energia Distribuída, uma tecnologia que se expandiu no país com a instalação pelos consumidores de painéis fotovoltaicos em telhados ou terrenos grandes.

As instalações de geração de eletricidade distribuída já somam 2 gigawatts de capacidade, principalmente sistemas solares, o que levou o regulador a propor um corte no que ele considera subsídios para essas instalações, medida que gerou uma forte reação de empresários da indústria e até políticos.

A resistência à mudança nas regras de compensação adiou as mudanças e elevou as expectativas de que o novo regulamento que será aprovado terá menos impacto na tecnologia do que o atualmente em discussão, segundo Maluf.

O diretor da Aneel, Rodrigo Limp, relator do processo de regulamentação das Instalações de Geração de Energia Distribuída da agência, disse à Reuters em novembro que esse período de transição para os sistemas operacionais poderia ser estendido da proposta inicial, que fornece os padrões atuais até 2030.

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