Santuário de Fátima investe em central fotovoltaica que reduz 77 toneladas nas emissões de dióxido de carbono
O Santuário de Fátima passará a ser, dentro de aproximadamente um mês, fornecedor da Rede Eléctrica Nacional (REN), depois de ter instalado uma central fotovoltaica que permitirá reduzir 77,2 toneladas nas emissões de dióxido de carbono.
- Terça-feira, Outubro 13, 2009, 19:23
O Santuário de Fátima passará a ser, dentro de aproximadamente um mês, fornecedor da Rede Eléctrica Nacional (REN), depois de ter instalado uma central fotovoltaica que permitirá reduzir 77,2 toneladas nas emissões de dióxido de carbono. A entrada em funcionamento dos 571 painéis, colocados na cobertura da Igreja da Santíssima Trindade, está agora apenas dependente da colocação do posto de entrega de energia.
O padre Cristiano Saraiva, administrador do Santuário, acompanhou na tarde de ontem um grupo de jornalistas à instalação de energia. Trata-se de uma opção feita para colaborar no esforço global contra as alterações climáticas, mas também para tentar reduzir a factura energética do santuário, explicou.
Dentro de seis a sete anos, os responsáveis esperam ter pago o investimento feito – cerca de meio milhão de euros. Para já, os 100 kWp (potência de pico) instalados significam um quarto da capacidade total que a cobertura da Igreja da Santíssima Trindade pode levar. Se o investimento vier a justificar o aumento da capacidade de produção de energia, Cristiano Saraiva diz que o Santuário pode vir a pensar em utilizar todo o espaço disponível para a instalação de painéis. A central já instalada permite poupar o equivalente a 31.390 litros de gasolina ou 160 barris de óleo. E permitiria alimentar cerca de 500 casas, poupando 150 mil kilowatts por ano.
Em conferência de imprensa realizada ontem à tarde, em Fátima, o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, referiu-se ao Nobel da Paz concedido a Obama como um incentivo também a inverter as alterações climáticas.
Papa de 11 a 13 de Maio?
Será, no entanto, a visita do Papa Bento XVI, em Maio próximo, a polarizar as atenções e o programa do santuário para os próximos tempos. “O programa ainda não está estabelecido”, afirmou o patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. O cardeal acrescentou que em Novembro haverá desenvolvimentos: nessa altura virão a Portugal responsáveis do Vaticano pelas viagens do Papa, para começar a preparar o programa.
É provável que Bento XVI chegue a Lisboa a 11 de Maio e que nesse dia cumpra as audiências oficiais com as autoridades do Estado. Dias 12 e 13 estão, para já, reservados para Fátima.
Sobre o actual momento político e social do país, o patriarca defendeu ser necessário que as diferentes forças sociais e partidárias do país se entendam sobre “caminhos de convergência e participação”.
Recusando a existência de qualquer partido católico com a bênção do episcopado, o patriarca acrescentou que Lisboa “está a cair de velha” e precisa de uma grande operação de restauro e limpeza. Urgências como esta “são grandes projectos que têm que envolver muita gente”, disse.
Em relação à pobreza, o patriarca afirmou que o fenómeno poderá ser atenuado também pelas relações de vizinhança. “Isto supõe a construção progressiva do tecido social”, afirmou. A crise irá passar, espera o cardeal, mas haverá “vítimas” dela que “não serão recuperadas”. E é preciso estar atento a essas franjas, alertou.
FONTE: ECOSFERA.PUBLICO.CLIX.PT
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