Região Norte consome 50% de electricidade com origem renovável

Vantagens e Desvantagens das Energias Renovaveis

“As energias renováveis são um recurso essencial no combate ao impacto das alterações climáticas”.

Esta foi uma das ideias defendidas esta terça-feira por Paulo Gomes, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, em Bruxelas, durante um seminário incluído no programa do “Open Days” – Semana Europeia das Regiões e das Cidades, iniciativa do Comité das Regiões e da Direcção-Geral de Política Regional da Comissão Europeia, que decorre até quinta-feira e no qual participam mais de 200 regiões da Europa.

Para o vice-presidente da CCDRN, está a surgir um novo paradigma do consumo de energia. “É necessário que a forma como organismos públicos, empresas e cidadãos utilizam este bem, que é raro, seja diferente.

É um trabalho conjunto de todos os sectores de actividade, públicos e privados, poder resolver situações ligadas à eficiência energética”, sublinhou.

A actual conjuntura económica poder ser benéfica para esta mudança de conduta. “Estamos numa profunda crise à escala mundial e as pessoas percebem que é preciso mudar comportamentos e que isso tem implicações económicas, sociais e ambientais”, disse Paulo Gomes.

A Região Norte tem sido uma referência na questão das energias renováveis. “Cerca de 50% da electricidade consumida no Norte é de fonte renovável, valor bem acima da média nacional (30%).

Já as energias eólica e fotovoltaica têm ganho importância. E a recente experiência ao nível da energia das ondas, na Póvoa de Varzim, representa mais uma alternativa”, realçou Paulo Gomes.

Segundo o responsável, “Portugal está entre os países mais avançados do mundo no contributo das energias renováveis para o consumo de electricidade”. E no caso concreto da Região Norte, esta tem vindo “a aumentar todos os anos, de forma sensível, a sua capacidade de produção”.

A promoção da eficiência energética, à escala local e regional, faz parte da agenda da CCDRN. Melhorar as redes de transportes públicos é uma das metas previstas.

FONTE: http://jn.sapo.pt