Portugal e EUA vão cooperar na área das ondas

energias-das-ondas-e-mares

O ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, assina terça-feira um Memorando de Entendimento com o secretário de Estado de Energia dos EUA, com vista à cooperação regulatória, científica e tecnológica no âmbito da energia das ondas.

Os pormenores do acordo só serão no entanto revelados durante a cerimónia de assinatura, disse à Lusa fonte do Ministério da Economia.

Portugal tem um potencial energético correspondente a 250 quilómetros da costa ocidental portuguesa, onde poderão ser instalados cerca de 5 gigawatts (GW) de potência, com um mercado associado de 5 mil milhões de euros.

O Governo tem afirmado interesse em desenvolver a energia das ondas em Portugal, tendo aumentado o objectivo para 250 megawatts (MW) através da criação de uma zona piloto para receber novos protótipos de desenvolvimento tecnológico industrial.

Esta zona piloto criada localiza-se numa área 25 quilómetros quadrados a norte de São Pedro de Moel.

O memorando de entendimento entre Portugal e Estados Unidos será assinado durante uma visita do secretário de Estado de Energia dos EUA, Samuel Bodman, durante a qual o Governo português vai apresentar “os avanços e progressos” do país ao nível das energias renováveis, segundo disse a fonte do ministério da Economia.

Na segunda-feira de manhã, Manuel Pinho e Samuel Bodman irão visitar a central fotovoltaica de Moura e a barragem do Alqueva, “ambos projectos de referência mundial na área das energias renováveis, onde Portugal tem sido pioneiro e se tem destacado a nível internacional nos últimos anos”, refere um comunicado do Ministério.

Pinho e Bodman seguem depois para a Universidade Católica Portuguesa, onde decorrerá uma conferência subordinada ao tema dos desafios mundiais no sector da Energia.

“Num momento em que o sector da energia é central ao nível das questões de segurança e abastecimento, de sustentabilidade ambiental e de desenvolvimento económico, os dois governantes irão expor as respectivas perspectivas sobre a actual situação e sobre as medidas de política energética necessárias para o futuro”, acrescenta o comunicado.