Objectivo da MICROGERAÇÃO para 2008 fica-se pelos 22 por cento

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Até 2010, a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) prevê que estejam instalados 50 mil sistemas de microgeração para produção descentralizada de electricidade, no âmbito do programa Renováveis na Hora.

No entanto, até ao momento, estão apenas certficados 615 sistemas, num total de 2 227 kW, enquanto a meta para este ano cifrava-se nos 10 MW. A meta fica-se, deste modo, pelos 22 por cento.

De acordo com Carlos Campos, presidente da Apisolar – Associação Portuguesa da Indústria Solar, «a situação ainda é mais grave», uma vez que só deverão ser contabilizados para as metas os sistemas que estão efectivamente ligados à rede, o que, de acordo com o mesmo responsável, se deverá cifrar entre os 600 e os 700 kW.

Apesar de tudo, de acordo com os dados estatísticos da DGEG, relativos à última fase de registo de unidades de microprodução, há 5 768 registos efectuados, aos quais correspondem 19 761 kW, mas destes apenas 2 594 estão pagos, o que equivale a 8 820 kW.

Carlos Campos considera que, até 2010, será difícil ter ligados à rede 20 MW, se não forem alterados alguns aspectos do processo.

«Existem handicaps criados pela própria EDP, que é a única que sabe onde pode ser injectada mais electricidade na rede, e não faculta essa informação publicamente, nem à DGEG, o que atrasa a resposta ao pedido», critica, acrescentando o facto de o processo não decorrer em contínuo, concentrando-se os pedidos em dois ou três dias, sobrecarregando o sistema muitas vezes apenas com pedidos de informação de ligação à rede, o que justifica o menor número de registos pagos, penalizando deste modo aqueles que estão realmente interessados.

Ainda assim, Carlos Campos sustenta que «o primeiro passo está dado, mas há que corrigir alguns aspectos», como ir para além dos 3,68 kW, e existir uma uniformização das vistorias, uma vez que, segundo o mesmo, «o que nuns sítios deixam passar, noutros não deixam, para além de conhecer poucos casos em que o processo passou da primeira vistoria».

Por isso, diz, é necessário facilitar o processo de inscrição, de instalação e o pagamento.