NEW ENERGY FUND compra OCEANLINX
O New Energy Fund (NEF) acaba de participar com o Espírito Santo Ventures e a Emerald Ventures, da Suiça, no aumento de capital da Oceanlinx, empresa australiana, produtora de energia eléctrica através da transformação da energia das ondas. Com 62,5%, o NEF passa a deter a maioria das acções preferenciais da Oceanlinx. O New Energy [...]
- Domingo, Outubro 12, 2008, 15:40
O New Energy Fund (NEF) acaba de participar com o Espírito Santo Ventures e a Emerald Ventures, da Suiça, no aumento de capital da Oceanlinx, empresa australiana, produtora de energia eléctrica através da transformação da energia das ondas. Com 62,5%, o NEF passa a deter a maioria das acções preferenciais da Oceanlinx.
O New Energy Fund é o primeiro Fundo Português de Investimento Mobiliário regulado pela CMVM, que investe directamente em empresas e projectos de Energias Renováveis, nomeadamente em eólica, biogás, biomassa, biocombustíveis, hídrica, solar, hidrogénio, oceanos/marés e geotermia.
O NEF (www.newenergyfund.pt) é um fundo desenvolvido e promovido pela Fomentinvest SGPS e conta com participações minoritárias do Banco Espírito Santo de Investimento e do Banif Banco de Investimento. A Ecoprogresso assume a consultoria de investimento desde a sua entrada em funcionamento em Novembro de 2007. O mesmo grupo de parceiros é ainda responsável pela gestão do Luso Carbon Fund.
A política de investimento do NEF passa por uma actividade especializada na procura, avaliação e selecção de activos e de projectos que desenvolvam e actuem na área das energias renováveis. Assenta numa criteriosa aplicação dos montantes a investir tendo em vista a rentabilização e dispersão necessária dos investimentos em diferentes áreas e tecnologias relacionadas com as energias renováveis.
Fundada em 1997, a Oceanlinx tem ainda outros accionistas de referência, tais como: SAM Private Equity Fund, Morgan Stanley, RAB Capital, GLG e a Cleantech Ventures. Empresa de direito australiano, a Oceanlinx é líder na área das renováveis que se dedicam à geração e conversão da energia das ondas do mar em energia eléctrica. Criou uma tecnologia única, que visa ser comercialmente eficiente.
Segundo Tom Thorpe, dirigente da Oxford Oceanics UK, “prevê-se que o dispositivo Mark III (a unidade da Oceanlinx que está na fase pré-comercial) venha a ser uma das mais atraentes tecnologias na área da energia das ondas”.
A necessidade de implementação de políticas energéticas que assegurem um desenvolvimento sustentável, aos quais os países estão obrigados pelas directivas comunitárias e pelo protocolo de Quioto, passa claramente pelas energias renováveis. O New Energy Fund vê o investimento na Oceanlinx como uma janela de oportunidade numa das poucas tipologias de energia renovável que, embora se encontre numa fase pré-comercial, tem grande potencial de criação de emprego e de valor acrescentado para a economia.
Em Portugal, a energia das ondas poderá vir a gerar cerca de 12 TWh / ano (suficiente para alimentar mais de 1 milhão de habitações) caso se venham a investir cerca de 3 mil milhões de Euros. Portugal, Espanha e o Reino Unido, são países onde se prevê que venha a surgir um quadro legislativo atraente para a energia das ondas. Aguarda-se para breve a implementação dos já anunciados “wave hubs” ou “zonas piloto”, para testar este tipo de tecnologia, de modo a permitir a transição da tecnologia para a fase comercial.
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