Energie com futuro indefinido
A Energie, empresa portuguesa de painéis solares termodinâmicos, ainda está a ponderar a melhor opção para o seu futuro. Depois do grupo espanhol Telemo ter demonstrado o interesse na compra da empresa portuguesa liderada por Luís Rocha, o que implicaria a sua deslocalização da Póvoa de Varzim para a Galiza, a Energie tem estado a analisar «os prós e os contras» da decisão a tomar. Espanha é, de resto, um dos principais mercados da empresa, que exporta para diferentes países 40 por cento da sua produção.
- Domingo, Março 1, 2009, 13:10
A Energie, empresa portuguesa de painéis solares termodinâmicos, ainda está a ponderar a melhor opção para o seu futuro. Depois do grupo espanhol Telemo ter demonstrado o interesse na compra da empresa portuguesa liderada por Luís Rocha, o que implicaria a sua deslocalização da Póvoa de Varzim para a Galiza, a Energie tem estado a analisar «os prós e os contras» da decisão a tomar. Espanha é, de resto, um dos principais mercados da empresa, que exporta para diferentes países 40 por cento da sua produção.
Recorde-se que a Energie iniciou, no final de 2007, a sua primeira fase de expansão, ao inaugurar a maior fábrica de produção de painéis solares termodinâmicos do mundo. A tecnologia, que é já a terceira geração deste tipo de materiais, consiste em painéis solares de alto rendimento e sem vidro, que funcionam por meio de um klea (fluido frigorigénio ecológico), captando imediatamente a radiação solar, tanto directa como difusa, bem como o calor do meio envolvente.
Em 2008, a empresa foi responsável pela instalação de 24 mil metros quadrados de área de painéis solares termodinâmicos, tendo registado um crescimento na ordem dos 12 por cento, com um volume de negócios a rondar os sete milhões de euros. A empresa segue assim a tendência de 2007, quando nesse ano, de acordo com dados da Federação da Indústria Solar Térmica Europeia (ESTIF), 52 por cento dos painéis solares térmicos instalados em Portugal eram fabricados pela Energie.
Para 2009, a empresa continua a aspirar a novo crescimento, nomeadamente através da conquista de novos mercados internacionais, nomeadamente a Alemanha e a América do Sul. Actualmente, 60 por cento da produção destina-se ao mercado nacional e os restantes 40 por cento ao mercado internacional, designadamente para países como Espanha, França, Inglaterra, Luxemburgo, Bélgica, Irlanda e Estados Unidos.
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É preciso referir que estes painéis não são considerados para os incentivos fiscais às energias renováveis. São painéis termodinâmicos, funcionam com uma bomba de calor, e consomem sempre alguma energia eléctrica.
Acho que o artigo deveria ter chamado a atenção para este ponto.
Rui Leite de Castro
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