Energias alternativas podem criar 8 milhões de empregos até 2030

Empregos em energia eólica

Um estudo realizado pelo Greenpeace, em parceria com o Conselho Europeu de Energias Renováveis, conclui que a indústria das energias renováveis, bem com os programas e medidas de eficiência energética, têm capacidade para gerar 8 milhões de empregos em todo o mundo até 2030.

A conclusão consta do relatório “Trabalhando para o clima: energias renováveis e a revolução dos empregos verdes”, que estima que se nada for feito no sentido da “(R)evolução Energética”, o sector da energia irá perder 500 mil empregos.

O estudo, apresentado recentemente, indica que actualmente as energias renováveis dão emprego a 1,7 milhões de pessoas. Só este sector será capaz de gerar mais 5 milhões de postos de trabalho, num cenário de “(R)evolução energética”, em 2030.

Mas para isso, revela o documento, são necessários incentivos políticos «urgentes». Antes de mais, é preciso chegar a um «novo acordo climático global na Conferência de Copenhaga, em Dezembro», que garanta que o “pico” mais alto em termos de emissões de gases com efeitos de estufa seja atingido em 2015.

Por seu turno, são necessárias políticas nacionais que capacitem as “economias verdes” dos países, acabando com os subsídios e incentivos económicos que ainda encorajam práticas de uso ineficiente da energia. «Não deverá ser feito qualquer investimento em fábricas de carvão, petróleo ou energia nuclear», sublinha o relatório do Greenpeace.

Importa também estabelecer metas e tarifas para as energias renováveis, e suportar a inovação tecnológica neste domínio. Por último, o estudo sugere o estabelecimento de parâmetros de eficiência e limites às emissões, para levar a procura de energia a um patamar sustentável.

A substituição do carvão por eletricidade gerada a partir de fontes renováveis, por exemplo, evitará a emissão de 10 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono, lê-se no documento.

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