Energia eólica suficiente para todas as necessidades da China

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Uma equipa de investigadores das universidades de Harvard, nos Estados Unidos, e Tsinghua, na China, concluíram que todas as necessidades de electricidade da China, previstas para o ano de 2030, poderiam ser suprimidas utilizando unicamente a energia dos ventos.

O estudo levou em conta não apenas os dados naturais – meteorológicos, de relevo etc. – mas também as restrições e os incentivos governamentais chineses para cada região e as restrições de natureza económica para os locais onde é inviável levar a energia eólica.

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Matriz energética limpa

A mudança de uma matriz energética fortemente baseada no carvão, petróleo e gás natural, para outra inteiramente limpa, baseada na energia dos ventos, poderia, adicionalmente, reduzir a poluição e as emissões de CO2 daquele país, actualmente o maior responsável pelo lançamento na atmosfera de gases de efeito estufa gerados pelo homem.

A China não está parada quanto à adopção da energia eólica. O país já é o quarto do mundo em capacidade instalada de parques eólicos, atrás dos Estados Unidos, Alemanha e Espanha.

Apesar disso, a energia eólica responde por apenas 0,4% do total de electricidade gerada no país. Levando em conta todas as fontes de geração, a China é o segundo país do mundo em geração de electricidade, com 792,5 gigawatts, perdendo apenas para os Estados Unidos.

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Viabilidade da energia eólica

“Para determinar a viabilidade da energia eólica para a China, nós estabelecemos um modelo económico regional, incorporando os incentivos governamentais e calculamos o custo da energia com base na geografia,” explica Xi Lu, um dos autores do estudo.

Os investigadores utilizaram dados meteorológicos do satélite GEOS da NASA. Eles também consideraram que a energia seria gerada em parques eólicos com aerogeradores de 1,5 megawatt de potência cada uma, ocupando áreas rurais sem florestas e não sujeitas ao congelamento no inverno e com inclinação máxima de 20 por cento.

A análise indicou que uma rede de turbinas eólicas operando a apenas 20% da capacidade poderia gerar 24,7 petawatts/hora de eletricidade anualmente, mais de sete vezes o consumo da China atualmente. Essa rede seria suficiente para acomodar toda a demanda chinesa de energia projectada até o ano de 2030.