EDP Brasil Negoceia compra de nove Parques Eólicos no Nordeste

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A EDP quer continuar crescendo no Brasil e, para isso, está negociando a compra de nove parques eólicos no Nordeste.

Segundo fonte próxima das negociações, os empreendimentos “estão no mercado” e foram viabilizados por leilões de energia.

A fonte garantiu que, apesar da recente venda de acções da companhia, feita pela matriz portuguesa, a EDP continuará forte no País, com foco no crescimento em geração. “Aliás, quem participou da compra de acções fez um óptimo negócio”, apostou o interlocutor. “Quem precisava de dinheiro era o governo de Portugal, e não a EDP”, ressaltou.

Apesar da vontade, sempre manifestada por seus directores, de expandir o parque produtos, a EDP não tem ido com força aos leilões de energia promovidos pelo governo.

De acordo com a fonte ouvida pelo Jornal da Energia, a avaliação é de que os certames, principalmente na área de parques eólicos, têm atraído para a disputa empresas “aventureiras, de fora do sector”, o que distorce os preços. “A EDP não é assim, ela tem um pensamento de trinta anos (para a frente)”, pontuou o executivo.

A estratégia apontada pela fonte vai de encontro aos últimos passos da EDP, que, apesar de não ter saído vencedora em nenhum dos leilões de energia mais recentes, comprou o parque eólico de Tramandaí (RS, 70MW), viabilizado pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) e a hidroeléctrica de Santo António do Jari (PA e AP, 373,4MW), que vendeu energia no último leilão A-5.

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Leilão

Consolidando a posição de pouca participação nos leilões do governo, a gestora executiva da EDP, Maitê Albuquerque, explica que os projectos da companhia na área de eólicas não seriam eficientes no actual sistema de concorrência do país. “A maioria dos nossos projectos está na região Sul, com factor de capacidade que não chega a 50%.

Por isso, não conseguem ser tão competitivos”. A executiva ressalta também que há alguns projectos de PCHs em estudo, mas ainda sem definições.

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Pecém

Em relação à termoeléctrica de Pecém (720MW), no Ceará, o director de finanças e relações com investidores da EDP, Miguel Amaro, afirma que a expectativa é de que a autorização comercial para funcionamento da usina saia em Dezembro deste ano.

“Está tudo pronto, já começaram os testes e ensaios, e agora se inicia um trabalho com um pouco mais de rigor”. As obras, segundo a empresa, estão na recta final, faltando apenas a montagem e uma parte do sistema de controle. O carvão, inclusive, já chegou da Colômbia e está sendo transportado para o parque. A usina está sendo construída em conjunto com a MPX.