Curitiba apresenta HibriBus um ônibus com tecnologia híbrida

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Curitiba lançou mais uma novidade ecológica, os HidriBUS e é já considerada como uma das cidades mais sustentáveis do mundo.

São os primeiros ônibus híbridos produzidos no Brasil, que vão circular pela cidade a partir de Outubro.

Os veículos são movidos a eletricidade e biodiesel. Batizados de hibribus, eles são capazes de reduzir em até 90% a emissão de gases poluentes e 35% do consumo de combustível comparados aos ônibus que circulam atualmente.

Além da questão ambiental, o hibribus não emite ruídos em cerca de 30% do tempo de operação. Ele é fabricado na unidade da montadora Volvo em Curitiba. Até então, o hibribus só era produzido na Suécia, sede mundial da marca.

O modelo começou a ser fabricado em junho para ser apresentado na Conferência de sustentabilidade da ONU, a Rio+20. A previsão é que Curitiba receba mais 30 hibribus. Além disso, mais 50 modelos devem chegar a capital paulistana.

Os dois motores do ônibus funcionam de forma independente. A parte elétrica é usada para arrancar o veículo e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 km/h. Na parte superior do ônibus fica a fonte, que é utilizada como geradora de energia durante as frenagens.

De acordo com a Volvo, que está produzindo os motores, os chassis estarão prontos na semana que vem, para montagem de carroceria dos 30 primeiros veículos. Até agora, a prefeitura já investiu US$ 20 milhões no projeto.

No total, o sistema de transporte de Curitiba, com a frota de 60 veículos híbridos, vai custar R$ 26 milhões aos cofres da prefeitura.

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O motor a diesel por sua vez é usado para velocidades mais altas. O sistema do modelo permite carregar as baterias através da energia de desaceleração provocada sempre que os freios são acionados. Este motor fica desligado quando o ônibus está parado.

Devido à tecnologia aplicada neste modelo, o hibribus custa $ 600 mil. Para o diretor de transportes da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), Antonio Carlos Pereira Araujo, vale a pena optar pelo hibribus. “A alternativa de tecnologia compensa o investimento inicial pelos benefícios e depois há um barateamento do produto”, afirmou Araujo.