Crise e Cortes na Despesa penaliza Sector Energias Renovaveis na Europa

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Os cortes orçamentais levados a cabo pelos governos mundiais estão a penalizar as energias renováveis em todo mundo.

O sector, que é um dos mais dependentes do financiamento público é um dos primeiros a sofrer o impacto dos cortes na despesa e da necessidade de os governos aumentarem a sua receita fiscal.

Os cortes orçamentais levados a cabo pelos governos mundiais estão a penalizar as energias renováveis em todo mundo. O sector, que é um dos mais dependentes do financiamento público é um dos primeiros a sofrer o impacto dos cortes na despesa e da necessidade de os governos aumentarem a sua receita fiscal.

Dado que poucos dos projectos eólicos, solares e de outras fontes de energia são viáveis, sem recurso a incentivos públicos, o sector das renováveis é particularmente sensível aos cortes orçamentais levados a cabo pelos governos mundiais, segundo conclui um estudo da Bloomberg Business Week, que será publicado no número de 24 de Maio.

“A incerteza na Europa é mais um fardo num mercado que continua a ser desafiante”, disse Kathleen McGinty, aquela que foi conselheira do presidente dos EUA Bill Clinton e que hoje gere um fundo de investimento em energias “verdes” de 800 milhões de dólares (652 milhões de euros).

A crise orçamental europeia, que pode penalizar o crescimento económico mundial e que fez que com que os governos se focassem em reduzir os seus défices orçamentais, está assim a penalizar o sector da renováveis. Nos mercados regulados, os governos têm agora um incentivo para reduzir o preço da electricidade e aumentar a competitividade do tecido empresarial doméstico.

Esta medida que tem a finalidade de aumentar a receita fiscal, penaliza as receitas das eléctricas, destinadas ao investimento em projectos de energia eólica, solar e de outras fontes renováveis.

A Alemanha já reduziu os subsídios a novas centrais solares em 16% e a indústria solar italiana espera uma redução do apoio a novos projectos em 25%, até Junho. Em Espanha, o governo considera reduzir o apoio a projectos solares já existentes, que tinham sido criadas com a garantia de que iriam gozar de preços regulados durante os próximos 25 anos.

“O risco dos subsídios estão a crescer” em todo o continente europeu, refere o analista do Barclays Capital, Vishal Shah citado pela Bloomberg. “Vai ser doloroso”, acrescenta.